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Benchmarking: O que aprender com seus concorrentes

Benchmarking

Você já parou para pensar que o seu concorrente tem muito o que ensinar sobre a gestão do seu negócio? Há quem ouça isso, estranhe e discorde completamente. Mas trata-se de uma prática muito mais comum do que se pensa e atende pelo nome de benchmarking.

O que é benchmarking

De forma resumida, o benchmarking é uma análise que uma empresa faz do concorrente com o objetivo de identificar boas práticas que contribuam para um desempenho mais eficiente e de melhores resultados. A partir disso, é possível traçar ações visando o aprimoramento de produtos e serviços, mas principalmente de processos de gestão

Erroneamente, muitos empreendedores compreendem o benchmarking como uma oportunidade para copiar e colar o que a concorrência está fazendo. Não é isso, muito pelo contrário, como sempre advertem os consultores da área, por um simples motivo: por mais que estejam no mesmo ramo, brigando pela mesma fatia de mercado, uma empresa não é igual a outra. Por isso, o que dá certo para o concorrente pode não dar certo para sua empresa

O próprio significado da palavra benchmarking já indica do que se trata: quer dizer “referência”. Ou seja, ao observar de perto o concorrente, você tem a oportunidade de obter referências reais do que acontece no mercado. É diferente de ler sobre uma empresa de outro país, por exemplo, distante da sua realidade. 

Este é certamente um dos maiores benefícios do benchmarking e que pode ser obtido em diferentes momentos da empresa.

Quando o benchmarking é necessário

O processo de benchmarking pode ser minucioso e incluir pesquisas de mercado e pesquisas com consumidores para medir a percepção e a preferência sobre marcas. Mas também pode ocorrer a partir de uma observação mais atenta sobre o mercado de modo geral e sobre as ações que os concorrentes vêm fazendo. 

Um dos exemplos sempre lembrados de benchmarking é o do mercado de companhias aéreas. Para uma nova empresa entrar no setor e ser competitiva, diante de concorrências com longo tempo de atuação, era preciso inovar e ser diferente. 

Bastou olhar a concorrência para ver tudo o que poderia impactar os custos e oferecer alternativas para baratear as passagens e atrair mais passageiros. Os lanches a bordo, por exemplo, são símbolos dessa mudança. Ou seja, um olhar atento identifica também o que a concorrente faz errado e sua empresa pode fazer melhor.

Por isso, em diferentes situações o benchmarking é sempre bem-vindo. Veja os exemplos abaixo.

Abertura de negócio

Como no exemplo do mercado aéreo, aprender com os concorrentes antes de “entrar em campo” pode ser um divisor de águas na trajetória do negócio. Cria-se diferenciais e a chegada ao mercado recebe uma alta dose de competitividade. E isso cria uma percepção entre o público-alvo que pode atrair e fidelizar justamente por fazer e se mostrar diferente e não mais do mesmo. 

Planejamento estratégico

Em períodos de planejamento, o benchmarking pode servir de referencial para as ações que estão sendo alinhadas. Será que a concorrência já não tentou fazer a ação A? E que retorno obteve? O cliente comprou a ideia? 

Isso pode envolver questões simples como a abertura do estabelecimento em horários diferenciados. Você pode estar pensando em abrir mais cedo ou fechar mais tarde. A decisão, como tudo dentro de um negócio, envolve custos. Vai apostar? Que tal avaliar como os concorrentes lidam com isso? Qual o horário mais praticado pelos seus principais concorrentes? Se forem os mais próximos geograficamente, melhor. Ajuda a ter mais parâmetros para uma tomada de decisão. 

Rever operação

Pensando em mudar de ramo ou agregar novos produtos e serviços? Olhe seus concorrentes. Eles podem dar pistas sobre o que decidir. 

Primeiro, ao observar a concorrência você pode ter informações que possam justificar ou não a mudança de ramo. Se o concorrente vai bem e sua empresa, não, onde está o problema: no mercado ou na sua operação? Seus preços estão fora da realidade? Sua equipe de prospecção e de vendas estão desmotivadas e distantes das metas? Ou sua localização e aparência do negócio não ajudam?

E segundo, a decisão de agregar itens novos ao “menu” da empresa merece uma olhada mais perto dos concorrentes atuais. Algum fez movimento parecido? Faz sentido, agregar o que talvez não tenha relação alguma como as características do negócio? Veja o exemplo de lojas de móveis e eletroeletrônicos que se tornaram também financeiras. 

Parece até combinado, mas, na verdade, é uma junção de fatores. Segue uma tendência e o desejo de tirar proveito de uma oportunidade, mas é certamente uma decisão baseada na observação da concorrência – somada ao fato de não querer ficar para trás. 

Preparado para dar aquela espiadinha na concorrência? Compartilhe nos comentários.

 

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